Celebrar o dia da Mulher, todos os dias

Celebrar o dia da Mulher, todos os dias

Há datas que ao longo do ano marcam a agenda económica, social e política, mas tal como com outras celebrações, o Dia Internacional da Mulher converte-se também no assinalar da luta pelos direitos de igualdade. A data, 8 de março, foi oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975.

 

Apesar de ser celebrado a 8 de março, os registos históricos dão conta de diversos movimentos de protesto das mulheres que desde o início do século XIX, quando as mulheres começaram a exigir direitos iguais aos dos homens. O trabalho nas fábricas era remunerado abaixo do valor pago aos homens e, apesar de se passarem mais de cem anos até aos dias de hoje, estas desigualdades mantêm-se.

 

Os registos históricos são pouco precisos relativamente à origem desta data, havendo mesmo quem fale do mito e da realidade, mas há muito que esta data ultrapassou o contexto meramente político, já que as mulheres continuam a sofrer com estas desigualdades e também com a violência doméstica.

 

Os problemas existentes cruzam gerações, orientações políticas ou estratos sociais. Por isso, mais do que assinalar a data com um ramo de flores, as sociedades modernas precisam de adoptar medidas para alcançar a paridade salarial e de direitos em geral.

 

Neste dia Internacional da Mulher, a par do presente, que todas as mulheres gostam (e merecem), é importante alargar a atenção ao resto do ano. No fundo, compete também a cada homem abraçar esta causa e lutar para que a igualdade se torne uma realidade. Começando em casa.

 

Muitas vezes se fala da “obrigação” do homem em ajudar nas tarefas domésticas, mas talvez se deva encarar o trabalho doméstico (lavar a loiça, fazer a cama, lavar a roupa…) como tarefas de todos os membros da família. Aliás, está provado que fazer a cama é importante para que o dia comece da melhor forma. É, por isso, uma das tarefas mais exigentes para um militar, por exemplo.

 

Por isso é tão importante alterar mentalidades no que respeita às tarefas domésticas e alargar o conceito às empresas. Incluir as crianças nas tarefas domésticas é uma forma de as educar para um futuro de igualdade, sem preconceitos.

 

Do lado das empresas existem muitas a abraçar campanhas de apoio às mulheres e também na luta contra a violência doméstica, por exemplo. E muitas vezes, quando as mulheres sofrem violência às mãos dos parceiros, existe alguma forma de dependência, na maior parte dos casos, económica. O que as leva a sofrer em silêncio, na tentativa de protegerem também os filhos.

 

Para assinalar o dia Internacional da Mulher, além do ramo de flores, do smartphone, da carteira, todos os homens podem oferecer uma mudança de hábitos, começando (para quem não o faz ainda) a partilhar as tarefas domésticas, permitindo também às mulheres a sensação de poder descansar em casa.

 

Source: Blog Meo