Dia da Mulher: uma data para reflexões

Dia da Mulher: uma data para reflexões

Mais do que uma simples homenagem às mulheres, o dia 8 de março é marcado pelas lutas feministas por direitos fundamentais.

 

A ideia de criar o Dia da Mulher tem várias origens e os registos históricos dão conta de diversos movimentos de protesto das mulheres por melhores condições de vida e trabalho e a reivindicação pelo direito ao voto.

 

Oficializado pela ONU em 1975, o Dia Internacional da Mulher celebra as conquistas das mulheres dos mais variados contextos étnicos, culturais, socioeconómicos e políticos.

 

Para além da comemoração, a ideia desta data é provocar reflexões e mudanças na sociedade mundial e lembrar-nos de que a desigualdade de género ainda se faz sentir.

 

A desigualdade de género é, fundamentalmente, uma questão de poder. Séculos de discriminação e de patriarcado profundamente enraizado criaram uma enorme disparidade de poder entre géneros nas nossas economias, sistemas políticos e empresas.

 

Há 25 anos realizou-se a 4ª Conferência Mundial sobre a Mulher em Pequim, onde 189 países se comprometeram a garantir salário igual para trabalho igual, mas ainda nenhum país alcançou a paridade de género nos salários.

 

No entanto, segundo o Índice de Igualdade de Género 2020, Portugal é um dos países europeus que mais progride nesta matéria.

 

O nosso país tem políticas de igualdade de géneros no mercado de trabalho há mais de quatro décadas, contudo, ainda há medidas para alcançar, já que a remuneração média mensal das mulheres continua a ser 14,4% inferior à dos homens.

Visto que esta diferença ainda é uma realidade, cabe também às empresas tornarem-se parceiras das mulheres, abordando as desigualdades de remuneração e liderança.

 

O vírus da desigualdade de género

 

A realidade é que as mulheres continuam a assumir a maior parte das responsabilidades domésticas. Em média, 91% das mulheres europeias afirmam que têm responsabilidade partilhada ou total pelas tarefas domésticas.

 

Antes da pandemia, as mulheres já dedicavam 4,1 horas nas limpezas de casa, cuidados dos filhos, compras e refeições. Durante os períodos de confinamento, estima-se que as mulheres tenham dedicado três horas a mais aos trabalhos domésticos.

Uma vez mais, permanece sobre a mulher o peso de apoiar a família e por essa razão é que é tão importante alterar mentalidades no que respeita às tarefas domésticas, começando logo por incluir as crianças nestes deveres, como forma de as educar para um futuro de igualdade.

 

De acordo com um relatório do FMI intitulado The Covid-19 Gender Gap, as mulheres sofreram mais o impacto da pandemia na situação laboral e económica do que os homens, devido às características das suas profissões. 70% dos profissionais de saúde e auxiliares são do sexo feminino. Para além disso, as mulheres ocupam a maioria dos setores que foram mais castigados pela crise: turismo e comércio.

 

Este é um dia dedicado às mulheres. E, porque é urgente recordar, mais de 100 mulheres morreram nos últimos seis anos em contexto de violência doméstica em Portugal.

 

Os números referentes à violência doméstica refletem uma realidade alarmante: uma em cada cinco mulheres sofreu de agressões físicas ou sexuais por parte do seu parceiro em 2019, um número que tem vindo a agravar durante a pandemia e a silenciar, ainda mais, as vítimas.

A Altice, na sequência da campanha lançada em 2019 contra a violência doméstica, reforça o apelo a todos os portugueses para darem a cara por quem não pode.

 

Para assinalar o Dia Internacional da Mulher, além das prendas e dos elogios às mulheres que amamos e admiramos, cabe-nos refletir sobre o nosso papel individual e coletivo na luta pelo reconhecimento da absoluta liberdade das mulheres com relação ao exercício de todos os seus direitos.

 

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Source: Blog Meo