#omelhorde2016: Prepare-se para tirar as mãos do volante que os carros autónomos vêm aí

Em 12 meses muito pode mudar e foi o que aconteceu com os carros autónomos. Se no início de 2016 a tecnologia parecia estar a anos de distância, agora tudo indica que vamos começar a tirar as mãos do volante e os pés dos pedais “à séria”, dentro de pouco tempo.

Foi uma das tendências confirmadas e um dos temas que mais tinta fez correr ao longo do ano e inevitavelmente teria que fazer parte do resumo que o TeK está a fazer dos principais acontecimentos de 2016.

A tecnologia autónoma evoluiu nos últimos meses e só não podemos dizer que “ganhou asas” porque não é um avião, mas a promessa é a de possibilitar que ponha o papel de condutor automóvel de lado e possa tirar os olhos da estrada muito em breve, enquanto o seu carro percorre as estradas da sua eleição ou “obrigação”.

É verdade que o ano começou com uma fabricante automóvel a dizer que iria ter carros parcialmente autónomos em 2020 e mesmo mesmo autónomos isso só em 2030, mas os tempos seguintes foram um corrupio de novidades, de várias frentes e tudo “acelerou”.

Apareceram mais fabricantes automóveis tradicionais a quererem reclamar a sua quota de mercado da condução autónoma, associadas a outras empresas, como a BMW, a Nissan, a Mercedes e a Ford, entre outras.

Reforçaram-se projetos, nomeadamente na área de transporte de passageiros, como foi o caso da nuTonomy, que só deverá começar a fornecer o seu serviço em 2018, mas que este ano chegou a uma nova cidade para testes. A Uber também não quis ficar de fora e apostou em várias ideias.

A sua primeira frota de “táxis robots” começou a operar em setembro em Pittsburgh, nos Estados Unidos e passado pouco mais de um mês, a empresa, através da Otto, uma startup norte-americana adquirida por 680 milhões de dólares, concluía com sucesso a primeira entrega com um camião autónomo que percorreu 200 quilómetros sozinho.

A Uber entretanto também tinha comprado a divisão de mapas do Bing, da Microsoft, reduzindo assim a sua dependência dos mapas da Google, uma das suas principais concorrentes na esfera da condução autónoma.

E por falar em Google, a gigante norte-americana é, acima de tudo, uma das pioneiras do sector, com o seu peculiar “carro bolha”. Depois de quilómetros de testes, a empresa decidiu nos últimos meses de 2016 que afinal não vai ter um modelo próprio, optando antes por uma estratégia que dá primazia à venda da tecnologia a fabricantes tradicionais.

A história dos carros autónomos também não se faz sem outra grande protagonista: a Tesla, que ao longo do ano foi notícia por várias vezes no que ao capítulo da sua tecnologia Autopilot diz respeito.

Em setembro a marca criada por Elon Musk reforçou o sistema com novas funcionalidades, nomeadamente radares e em outubro revelava planos para tornar todos os Tesla totalmente autónomos, mesmo os mais baratos, indicando o final de 2017 como data prevista. Na altura mostrava num vídeo aquilo que a sua tecnologia já era capaz de fazer.

Mas os avanços da condução autónoma em 2016 não se fizeram sem algumas “travagens”, umas mais dramáticas do que outras. O acidente mortal envolvendo um Model S da Tesla que “conduzia” em modo Autopilot cabe no primeiro conjunto.

Antes disso já tinham acontecido algumas “ameaças”, protagonizadas pela Google. Entretanto os carros da Uber andaram a passar sinais vermelhos, mas quem “fechou” o ano foi (novamente) a Tesla, desta vez com o renovado Autopilot de um Model S a conseguir “prever” um acidente. As capacidades da condução autónoma atual ficaram registadas num vídeo.

 

E depois de um ano maioritariamente de testes, ficamos à espera que os carros que se conduzem a si próprios ponham “prego a fundo” em 2017. 

Source: Sapo TeK